Entrámos com todo o respeito (nome simpático para “medo”) do mundo e acabámos por controlar a esmagadora maioria dos ataques do Arsenal.
Sim, dominaram, sim, criaram mais, mas conseguimos carradas de fora-de-jogo anulando alguns lances que mostra que a lição estava bem estudada na última linha.
No entanto, com estes gajos, se falhamos 1 posicionamento, ou é golo, ou não é por acaso. Grimaldo falhou, não foi golo por acaso. Ainda bem que o Aboumacenas estava em modo Seferovic.
Mas… nem o Arsenal é forte o suficiente para fazermos uma 1ª parte onde parecíamos ter fraldas, nem o Benfica é tão mau que não consiga fazer mais que 10 passes seguidos. Foi uma parte miserável em todos os outros aspectos do jogo.
Na 2ª parte “melhorámos”, até mais depois do golo do Arsenal. Aí tivemos 2 lances que melhor definidos (o do Everton é gritante, aquele passe tem de sair de 1ª para o Seferovic), até podíamos ter marcado outro. Mas não merecíamos.
Destaques:
Darwin:
– sozinho contra o mundo lembro-me de falhar redondamente apenas 1 passe. De resto lutou, ganhou bolas, ganhou metros, arranjou espaço, de louvar… deu pena a falta de apoio.
3 centrais:
– além de ser fórmula vencedora, estiveram os 3 exemplares. Super concentrados, muito fortes nas antecipações e as flechas do Arsenal não tiveram espaço nenhum para acelerar pelo meio.
Weigl:
– o único ou dos únicos jogadores do 11 que podiam entrar no imediato num plantel como o do Arsenal. A qualidade que entrega, a inteligência com que joga e a facilidade com que liberta é de Clube grande, pena jogar num que se faz pequeno nestes jogos.
Mas não… claro que não é suficiente… Sim, podíamos ter marcado outro mas o Arsenal também podia tê-lo feito mais vezes.
Não dominámos nenhum momento do jogo sem ser na coesão defensiva em determinados períodos e fomos os gajos que defenderam como puderam como se fosse o City.
Não era o City… era um Arsenal a crescer de forma mas que habita no 10º lugar da Premier League, um dos piores Arsenais que já vimos jogar desde que vemos bola.
Pelas declarações do Jesus de repente parecia que tínhamos feito um jogão e que devemos celebrar empates e foras-de-jogo ganhos. Não estou assim tão desesperado por mais que esta estrutura nos pinte como outsiders em qualquer duelo europeu.
Alguém avise o Rafa que há 30 anos ficou 1-1 na Luz. Ele que não desista já.
PS: Somos a equipa com mais penaltys a favor na Liga Europa. “Isto com árbitros internacionais é outra cantiga” -> é assim que os tolos dizem não é?