Um resumo de várias discussões tácticas sobre o modelo do JJ e a previsível adopção (infelizmente apenas nos jogos “grandes”) do 343, levam-nos a esta discussão.
O 442 do Jesus acabou enquanto conceito. Só pode funcionar aqui e ali com clubes pequenos.
Em posse, o Weigl recua para o meio dos centrais (deixando o Taarabt sozinho), a bola roda a defesa, chega ao lateral, vai para o extremo e a jogada morre ou numa perda de bola (seja um mau passe ou cruzamento falhado) ou em falta de ideias. Sempre. Em posse é sempre isto.
Quando perdemos a bola há um fosso nessa zona onde começa o contra-ataque do adversário e de onde varia rapidamente o jogo para as costas da nossa defesa, que joga subida, e que quando tem de sair o central para apoiar, o meio não compensa a tempo.
O equilibrio da zona central é fundamental tanto para atacar, para defender e para sufocar quando procuramos recuperar a posse. Não o temos desde o dia 1.
E isto só teremos em 433 ou em 343 porque temos apoio precisamente nessa zona e tens verticalidade na saída, mais uma que não temos desde o dia 1.
Se o 442 do Jesus, nos seus tempos áureos, era completamente dizimado na Champions onde caíamos às mãos de Hapoel, Celtic e afins, imaginem 10 anos depois com piores jogadores.
Qualquer treinador da Liga NOS consegue anular este 442 do Benfica e surpreendê-lo fazendo-o passar por calafrios.
Imaginem um Arsenal.
A mudança é urgente, se JJ não o consegue no sistema base que mude, mas que mude rápido.
Já ninguém digno de títulos Europeus joga em 442… Ninguém.