Famalicão vs Benfica
 
A pergunta que surge: “onde estava esta equipa há 3 dias?”, parte da resposta é fácil: no banco.
Darwin e acima de tudo Waldschmidt rebentaram com dinâmica e qualidade, coisa que Seferovic e Pizzi não acrescentam. (continuo a perceber se Seferovic no 11 daria despedimento com justa causa).
 
Com os melhores é mais fácil vencer.
 
Grande jogo do Benfica, pressão animalesca e definição no ataque ao nível dos melhores Benficas.
 
Copo meio vazio:
 
Os centrais:
– não por terem estado especialmente mal, apenas por terem tido pouquíssimo trabalho e passaram ao lado do jogo. Não evitaram o único golo do Famalicão, embora a bola não tenha passado nos espaços deles mas sim do lateral e do 6.
 
Gabriel:
– acrescenta na pressão e recuperação, mas continua muito falível nos passes e o remate do Guga surge no espaço dele sem qualquer oposição. É uma opção válida, mas ou muda radicalmente com bola ou não será o titular habitual.
 
Rafa:
– melhor que nos últimos tempos da época passada mas ainda uma sombra enorme do que sabemos que ele é capaz. Aparece no copo meio vazio pela diferença para os seus colegas de ataque neste jogo.
 
Almeida:
– nem fez um jogo terrível, teve os seus bacalhaus sem olhar e aquelas perdas de bola ou passes de 2 metros que falha, mas é mais para destacar que, com a entrada dos craques, nota-se cada vez mais o fosso qualitativo para o resto do 11… é ele o copo meio vazio antes da bola começar a rolar.
 
Copo meio cheio:
 
Taarabt:
– se aguentar fisicamente como aguentou ontem (na Grécia só aguentou 45min), poderá vir a ser referência na posição de 8 como foi um Enzo. É um jogador soberbo com um rendimento altíssimo quando está concentrado e apto fisicamente, quando quebra o Benfica quebra com ele e abrem-se espaços que dificultam o trabalho a todos. É gerir e meter a jogar, porque este gajo tem skills que mais ninguém tem. MVP para mim.
 
Everton:
– craque craque craque… Não engana, basta tocar na bola que se percebe que é um gajo de outra liga. Continuo a afirmar que é das melhores contratações dos últimos (muitos) anos, é daqueles que só uma oportunidade rara o levaria ao Benfica. Ainda bem que veio. Jogão, rebentou o lado direito da defesa do Fama e teve nos colegas mais próximos seguimento das suas jogadas.
 
Waldschmidt:
– não se entende a não utilização na Grécia. Só se pode justificar por não perceber patavina do que o Jesus lhe diz, mas olha que não parece nada. É um jogador daqueles que, infelizmente, não ficará por cá muito tempo. Ainda por cima manda um capilar muito anos 80 com aquele caracol maroto.
– peço que por momentos imaginem o Pizzi naquele lance do 5º golo… basicamente fazia o passe para o Darwin e “Epa, toma lá amigo, depois diz como correu!”.
 
Darwin:
– não, não fez um grande jogo, sim, é um bocado exagero vir para o copo meio cheio, mas a verdade é que acrescenta tanto à equipa nas movimentações e nos timings para largar e entrar, tabelar e entrar, etc, que é como que uma mensagem de apoio. Vai ser claramente o titular e com mais tempo de Benfica vai notar-se cada vez mais a importância dele. Ontem não marcou, deu a marcar e abriu jogo para outros brilharem. Para um puto ponta-de-lança que acabou de chegar, é de louvar, normalmente rematam de todo o lado e nem dão largura para estarem sempre mais perto do golo.
 
Pizzi:
– ponto positivo para o Treinador que aproveitou as 5 substituições para colocar estes jovens que terão poucas oportunidades este ano.
 
Nota final:
– ainda bem que o Porto adiou a contratação do Toni Martinez para o rapaz poder jogar contra nós, realmente foi muito útil ter ficado, deu imenso trabalho.